domingo, 23 de abril de 2017

{Resenha} Garota Exemplar

Olá amoras, como estão?

Hoje eu trago uma resenha de um livro maravilhoso que me conquistou desde o começo e que chorei ao terminar. Mas isso não significa necessariamente que seja um livro triste, o choro foi por perceber que havia terminado.

Não quero entrar em muitos detalhes, para não dar spoilers. Mas continue comigo nessa resenha e duvido não se interessar pela história. 

Título Original: Gone Girl
Editora: Intrínseca
Páginas: 448
Autor: Gillian Flynn
Sinopse: O livro começa no dia do quinto aniversário de casamento de Nick e Amy Dunne, quando a linda e inteligente esposa de Nick desaparece da casa deles às margens do rio Mississippi. Sinais indicam que se trata de um sequestro violento e Nick rapidamente se torna o principal suspeito. Sob pressão da polícia, da mídia e dos ferozmente amorosos pais de Amy, Nick desfia uma série interminável de mentiras, meias verdades e comportamento inapropriado. Ele é evasivo e amargo, mas seria um assassino? Ao mesmo tempo, passagens do diário de Amy revelam um casamento tumultuado, mas ela estaria contando toda a história?
Alternando entre os pontos de vista de Nick e Amy, Flynn cria uma aura de dúvidas em que o cenário muda a cada capítulo. À medida que as revelações surgem, fica claro que, se existe alguma verdade nos discursos de Nick e Amy, ela é mais sombria, distorcida e assustadora do que podemos imaginar. Magistralmente bem construído do início ao fim, Garota Exemplar é um daqueles livros impossíveis de largar e sobre o qual se quer debater assim que a leitura termina.


O amor faz você querer ser um homem melhor, mas talvez o amor, o verdadeiro amor, também te dá a permissão para ser simplesmente o homem que você é. (Amy Elliot)
Tudo começa no quanto aniversário de casamento de Nick e Amy Dunne,  em 5 de julho de 2012. Nick já se preparava para chegar em casa e descobrir o novo caça ao tesouro de sua esposa, uma tradição que ela herdou dos próprios pais. Ele havia saído para um passeio matinal, idéia de sua esposa, mas ao retornar soube que algo estava errada. A porta de sua casa estava aberta, o gato estava para fora, a sala revirada. E Amy? Amy havia sumido.

Assim que a polícia chega se inicia uma busca que só irá acabar nas últimas páginas do livro. Amy havia desaparecido e cabia agora a polícia - e ao próprio Nick - descobrir onde ela estava. 

Porém, aquele caso estava longe de ser normal.
As pessoas querem acreditar que conhecem as outras. (Nick Dunne)
Nick não apresenta um comportamento comum. Ele não é como os outros maridos que vemos na maioria dos casos, preocupado,  nervoso e desesperado. Na verdade, Nick parece bem calmo para a situação. E isso só agrava ainda mais quando começam a surgir pistas que indicavam que o culpado era ele.

Mas será mesmo?

Narrado em primeira pessoa por Nick e Amy, numa forma de revezamento, o pivô é dividido em 3 partes. De forma intercalada, os capítulos de Nick narram a investigação enquanto Amy traz anotações do seu diário incitado 7 anos antes. É desse jeito que vamos conhecendo melhor o casal, como era o seu casamento e como tudo isso poderia ter acontecido.

Esperem por reviravoltas.
Minha mãe sempre disse a seus filhos: Se você está prestes a fazer algo e quer saber se é uma má ideia, imagine ela impressa para o mundo todo ver. (Nick Dunne)
Vamos falar um pouco sobre os personagens. 

Nick é um jornalista e agora professor da universidade de Missouri. O segundo emprego apareceu quando ele se viu desempregado por conta da era dos computação, e sabendo que sua mãe estava com câncer, decidiu se mudar de Nova York para sua cidade natal. Muitas vezes vi um Nick egoísta e frio, como se não se importasse de verdade com a esposa. Muito do seu comportamento é explicado pela relação entre ele e seus pais,  bastante conturbada.

Mas difícil mesmo é descrever Amy. De cara já somos apresentados a um fato: Amy é a musa inspiradora da série de livros infantis "Amy Exemplar", escrita por seus pais que, como ela própria, são psicólogos.  Em seu diário,  Amy se mostra uma mulher amável e racional, que apenas queria ver seu marido Feliz.  Mas essa é apenas umas das versões dela Ao longo da narrativa somos apresentados a outras personalidades, que nos deixam bastante confusos sobre quem ela realmente é. A resposta é surpreendente.

É humilhante se tornar a coisa de que você caçoava. (Amy Elliot)

O livro é muito bem escrito e existem várias dicas e migalhas que não explicam porque os personagens são daquele jeito e como chegaram ali. Como o fato de Amy chamar os próprios pais pelo nome de batismo.  Ou pelo modo que Nick foi criado pelo pai e como isso o afeta até hoje.

Existe também um filme sobre o livro,  uma adaptação muito bem falada pela crítica.  Mas eu ainda não tive a oportunidade de assistir, de modo que não entrarei em muitos detalhes.

A trama montada pela autora é muito bem elaborada, como uma teia de aranha, totalmente enroscada e confusa, mas que faz sentido se olharmos pelo ângulo certo. Não que o livro seja confuso, de forma alguma. Mas como se trata de um suspense, por vezes nos vemos pedidos sem saber no que acreditar. Tudo se explica no final, é claro. Mas não espere que seja fácil de digerir.

Indico para todos.

Você só precisa decidir fazer, e aí fazer. (Amy Elliot)

E você? Já leu? Viu o filme? Me conte o que achou.

A resenha de hoje chegou ao fim, mas espero que continuem comigo. Vem surpresas por aí. 

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